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Academia Brasileira de História em Quadrinhos: do sonho à realidade

Edmundo Rodrigues, o “mestre dos gibis” aqui no Brasil, antes de falecer em 2012 tinha um sonho: manter sua obra viva e ajudar os demais profissionais da área a crescer e serem reconhecidos.

Passado três anos, o sonho começa a se tornar realidade: no dia 30 de janeiro de 2015, na data em que se comemora o Dia do Quadrinho Nacional, foi criada oficialmente a Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos – ABRAHQ.

logo abrahq

Composta por 20 membros efetivos, entre desenhistas, cartunistas e historiadores, a ABRAHQ tem o objetivo de preservar a memória dos quadrinhos e trabalhar a valorização da nona arte e o reconhecimento profissional dos artistas.

A Academia começou com mais de 60 mil exemplares, alguns históricos, como as revistas de O Tico-tico e João Charuto (ambos de 1940), Irina, a bruxa (um clássico do terror em quadrinhos) e Jerônimo, o Herói do Sertão, todos desenhados pelo próprio Edmundo Rodrigues, e até os primeiros exemplares de Popeye no Brasil, de 1975. Além disso, há inúmeras outras doações que estão devidamente catalogados e armazenados no Museu do Gibi, localizado em Niterói.

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Gibis históricos do acervo da ABRAHQ.
Foto: Guilherme Leporace. Reprodução.

Ainda não há sede para que a ABRAHQ desenvolva seus trabalhos com mais tranquilidade, sendo que o ponto de encontro atual é o espaço de coworking Colmeia Carioca, em Botafogo. Lá os acadêmicos se reúnem uma vez por mês para discutir as ações, pois uma das finalidades da Academia é levar exposições dos quadrinhos a escolas e centros culturais, para que todos conheçam a história dos gibis no Brasil e valorizem esta arte. Além disso, a Academia objetiva ainda promover cursos de capacitação e criar uma ampla rede de colaboração entre os profissionais da área, abrindo espaço para os novos talentos.

A ABRAHQ

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Francisco Ferreth, Lincoln Nery, Walmir Amaral e Ágata Desmond, a presidente da Abrahq, da esquerda para direita.
Foto: Felipe Hanower / Agência O Globo. Reprodução.

Os assentos da Academia são ocupados, em ordem alfabética, por: Amorim, André Aurnheimer, Bira Dantas, Carlos Alberto de Carvalho, Carlos Eugênio Baptista, Fabio Moraes, Fernando Jorge Silva, Fernando Resky, Flavio Colin Filho, Francisco Ferreth, Helio Guerra, Johnny Fonseca, Lipe Diaz, Lincoln Nery, Marcus Moraes, Ranieri Andrade, Rod Gonzalez, Sérgio Pereira Lima, Wladimir Weltman e Ágata Desmond, a única mulher na ABRAHQ. Todos ocuparam cadeira simbólica homenageando aos mestres imortais nas artes: Angelo Agostini, Antonino homobono, Alex Reymond, André leblanc, Carlos Arthur Thiré, Eugênio Colonesse, Edmundo Rodrigues, Flavio Colin, Gedeone Malagola, Gutemberg Monteiro, Ivan Whast Rodrigues, J. Carlos, Jayme Cortez, Jerônimo Monteiro, Luiz Sá, Miguel Falcone Penteado, Moisés Weltman, Sérgio Lima, Nico Rosso e Pericles Maranhão.

Agata Désmond, que também é membro da Confraria do Gibi/RJ e Curadora da obra dos artistas Edmundo Rodrigues e Flavio Collin, foi escolhida como a primeira presidente da ABRAHQ e está a frente do projeto que tem dois departamentos: Comunicação e Projetos-Capitalização de Recursos. E ainda tem muito trabalho pela frente!

A equipe do Blog Heróis no Papel deseja muita sorte nesta caminhada!

Contatos com a ABRAHQ pelos e-mails: academiabrasileiradehq@gmail.com ou no Facebook da Academia. Alguns vídeos da posse estão no Canal do Youtube da ABRAHQ.

Fonte: OGlobo e Quadrinho.

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